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terça-feira, 14 de junho de 2016

Clarão no céu assusta moradores do RS


Na noite de segunda feira(13), por volta de 20:56h, moradores da cidade de Rondinha, avistaram no céu um objeto caindo do céu, na direção do silo da empresa Cotrisal e durante a noite avistaram uma luz forte avermelhada.

Na manhã desse dia 13 de junho, por volta das 6h30min moradores de várias cidades do Rio Grande do Sul, viram um clarão no céu. E o fenômeno também foi visto em Erechim por várias pessoas.
O Jornal Zero Hora traz duas possíveis explicações.

Com base nos relatos, Marcelo Bruckmann, técnico do laboratório de Astronomia da PUCRS, acredita que a origem mais provável é a queima de detritos espaciais.

— Como o evento foi avistado desde Pelotas até Porto Alegre, faz mais sentido que tenha sido isso. O lixo espacial percorre órbitas circulares que, aos poucos, se tornam concêntricas, no sentido de se aproximar cada vez mais da Terra. Isso gera grandes arcos no céu, o que justifica pessoas de várias cidades terem visto — afirma.

Lixo espacial é todo resto de atividade humana no espaço que orbita ao redor do planeta. Em geral, são pedaços de satélites de comunicação desativados e de foguetes ou ferramentas perdidas por astronautas durante o trabalho.

Claudio Bevilacqua, diretor do Observatório Astronômico da UFRGS, também considera as duas hipóteses. No entanto, vê o meteoro como a explicação mais plausível.

— O meteoro é um fenômeno que ocorre por volta de 100 quilômetros de altura. Ao entrar na atmosfera em alta velocidade, o atrito faz ele evaporar e isso deixa um "tubo" de luz muito brilhante. É um fenômeno comum, mas nem sempre observável. — explica.

Bevilacqua acrescenta que não há como afirmar, a olho nu, se o clarão era um meteoro ou lixo espacial, visto que ambos geram os mesmos efeitos visuais na atmosfera. A certeza só é dada no caso de pesquisadores encontrarem resíduos no solo e analisarem sua constituição - algo difícil de ocorrer, visto que, na maioria dos casos, o objeto é queimado na atmosfera.

Em nota, o V Comando Aéreo Regional da Aeronáutica e o Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, responsáveis por monitorar o espaço aéreo da Região Metropolitana de Porto Alegre e do Sul do Brasil, respectivamente, afirmam que não houve registro do clarão no céu pelo Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro.


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