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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Alto Uruguai - Abigeato preocupa produtores rurais

Um crime conhecido há muitos anos por quem reside no interior, voltou a ser praticado com maior intensidade na zona rural do Alto Uruguai. O abigeato, nome dado ao crime de furto de bovinos, tem se tornado prática comum e, além de causar prejuízos financeiros, ameaça a saúde humana devido ao comércio ilegal de carne.

Levantamento do Jornal Bom Dia identificou mais de dez crimes registrados nos últimos cinco meses na Delegacia de Pronto Atendimento de Erechim (DPPA). A média é de dois crimes por mês. No final do mês de março, policiais da Brigada Militar de diversos municípios da região, prenderam quatro criminosos no interior de Itatiba do Sul. O grupo é considerado especialista neste tipo de crime no Alto Uruguai. Mesmo assim o roubo segue ocorrendo.

O agricultor aposentado Jandir José Carvalho, 78 anos, foi alvo dos criminosos neste ano. Na delegacia de polícia, relatou que os abigeatários procuram sempre lugares de pouco movimento para atuar, deixando poucas marcas da prática do crime. "Eu já fui alvo, vizinhos também. É sempre a mesma coisa. Eles chegam à noite e carregam o animal, geralmente em uma caminhonete, isso quando não matam o gado ainda na propriedade", relatou.

O capitão da Brigada Militar de Erechim, Mauricio Paraboni Detoni, destaca que este é um crime que ocorre na maioria das vezes durante a noite. “Trata-se de um delito que ocorre durante o período noturno, nossa região é bastante extensa e muitos animais ficam em locais que acabam facilitando a ação dos criminosos”, destaca.

Referente, ações de combate à prática criminosa Detoni explica que a BM já efetuou diversas prisões desses indivíduos, porém a legislação branda acaba não levando ao cárcere. “Outro fator importante é a fiscalização nos estabelecimentos comerciais, a fim de impedir a venda de produtos sem procedência”. destaca.

O Código Penal prevê punição de um a quatro anos de reclusão e multa para quem for flagrado neste tipo de crime. Na lei de relações de consumo fica estabelecida a pena de detenção para quem vender ter em depósito ou expor a carne e outros alimentos sem procedência lícita, além de pagamento de multa.

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