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sexta-feira, 8 de abril de 2016

Passo Fundo - Presos com suspeita de H1N1 passam por exames

Foto Daniela Agostinetto/DM
Durante a tarde de quinta-feira (07), detentos foram encaminhados para atendimento hospitalar com sintomas do vírus H1N1. Todos os atendidos foram medicados e encaminhados novamente à casa prisional. Mesmo com as suspeitas, nenhum caso da doença ainda foi confirmado em Passo Fundo Mais de trinta apenados do Presídio Regional de Passo Fundo (PRPF), foram encaminhados pela Susepe para consultas no Hospital Beneficente Dr. César Santos (Hospital Municipal). Segundo o diretor do Hospital, Fabiano Bolner, os pacientes chegaram no local com problemas respiratórios. “Antecedendo ao dia de ontem, nós não tínhamos nenhuma suspeita, porém, esses presos chegaram com alguns sintomas do vírus H1N1. Todos os procedimentos cabíveis foram realizados, os detentos foram medicados e após, retornaram ao presídio”. Ainda, conforme Bolner, nenhum caso necessitou de internação. Segundo o diretor do PRPF, Renato Garlet, além dos detentos que foram encaminhados para atendimento até o momento, pode haver outros casos suspeitos. “Em princípio, foram levados para o Hospital 36 presos, 28 na quinta-feira (07), e oito na noite de quarta-feira (06). Como há mais suspeitas, para evitarmos os transtornos de deslocamentos, um médico irá até o presídio para realizar mais consultas”, destaca Garlet. Todos as atividades que não correspondem ao funcionamento normal do presídio foram canceladas para que não haja contato entre os presos e outras pessoas, evitando assim, uma possível propagação do vírus. De acordo com Garlet, a situação é preocupante. “Temos preocupação porque é uma situação que não temos conhecimento ainda”. O diretor do presídio destaca ainda, que a ação é a maior registrada. “Deslocamentos de presos até hospitais fazia muito tempo que não ocorriam”, complementa. Além dos detentos, funcionários e agentes penitenciários que estiveram em contato com eles, também estão sendo medicados. Ações de prevenção Devido à situação que assombra não só a comunidade passo-fundense, bem como o país, a Prefeitura, através da Secretaria de Saúde de Passo Fundo, iniciou as primeiras ações para o enfrentamento da gripe H1N1. Mesmo com a campanha de vacinação da rede pública do Estado, prevista para começar a partir do dia 25 de abril, o município já articula iniciativas para prevenir e organizar o atendimento no sistema da rede. Reuniões com enfermeiros, médicos e com os três hospitais de atendimento público em Passo Fundo serão realizadas para tratar sobre o tema. De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Artur Rosa Filho, o sistema de referência e contra referência para os serviços de urgência, será alterado. “Esta iniciativa visa reduzir a superlotação dos serviços de urgência, justamente com a chegada do inverno, que se soma à realidade das urgências da cidade. As ações ocorrerão em função dos riscos que as aglomerações nos serviços de urgência trazem para os próprios pacientes”, pondera o Secretário. O programa “Vacinação em Casa”, da Prefeitura Municipal de Passo Fundo, que leva a vacina contra o vírus da gripe até a residência de pessoas com 60 anos ou mais, já conta com um plano de ação para 2016. No ano passado, o programa imunizou cerca de 2.800 idosos em casa. Nenhum caso confirmado em Passo Fundo A partir do dia 18 de abril, os fluxos de urgência e das unidades de saúde serão estabelecidos em duas vias, ou seja, haverá a possibilidade de que a consulta que seria nos hospitais seja direcionada para unidades de saúde da cidade de maneira eletiva. No HSVP, a equipe de emergência – que atende os casos, inicialmente – está preparando sua estrutura para atendimentos, caso necessário. “Um protocolo de atendimento, tentando identificar e diferenciar casos de gripe, está sendo elaborado pela equipe. Para os casos suspeitos, iremos fazer os testes rápidos e atender conforme o recomendado”, destaca a médica, que faz um alerta. “Recomendamos que a população procure atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde, até por que, o atendimento será de uma forma mais rápida. Outra recomendação, é evitar aglomeração de pessoas em função da transmissão, ou seja, onde menos houver necessidade de se expor, melhor”, orienta ainda, Luciana. Morte de detento não teria relação com H1N1 Um detento do regime semiaberto, de 64 anos, foi encontrado morto no alojamento do Instituto Penal de Passo Fundo (IPPF), que fica ao lado do Presídio, na manhã desta quinta-feira, porém o caso não teria relação com o H1N1. Conforme apurado por peritos do Instituto Geral de Perícias (IGP), que compareceram ao local, a princípio, as causas da morte foram naturais, já que ele não apresentava lesões visíveis pelo corpo, sendo que, possivelmente, se trate de um caso de morte súbita, o que será comprovado após exame de necropsia. Mais dois óbitos no Estado A Secretaria da Saúde (SES) confirmou nesta quinta-feira (7) dois novos óbitos por Influenza A (H1N1) no Rio Grande do Sul. O primeiro deles é de um homem de 64 anos, residente no município de Flores da Cunha. O segundo óbito é de uma mulher de 47 anos, do município de Arroio do Sal. Ao todo, já foram confirmados quatro óbitos pela doença no Estado. A orientação da SES é que as pessoas evitem aglomerações, ambientes fechados ou com pouca circulação de ar. Lavar sempre as mãos e fazer uso de álcool gel, além de evitar o compartilhamento de utensílios como talheres, são medidas que devem ser adotadas permanentemente. A prioridade neste momento é a prevenção da doença. "A vacina é direcionada aos grupos de maior vulnerabilidade, pois os riscos de complicações são muito maiores do que em pessoas saudáveis", explicou o secretário estadual de Saúde, João Gabbardo. Entre os óbitos por Influenza A (H1N1), também foi confirmado um caso em Vacaria. Porém, este não será computado pela Vigilância Estadual por se tratar de uma pessoa que não reside no Rio Grande do Sul, ou seja, estava apenas de passagem pelo estado. A doença foi adquirida em Quitandinha, no Paraná, município de origem.
Autor: Liliana Crivello - Daniela Agostinetto/ DIARIO DA MANHÂ

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