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sábado, 26 de novembro de 2011

PORQUE OS GOVERNOS NÃO VALORIZAM OS PROFESSORES?


Como seria a qualidade da educação se um professor tivesse um salário, onde não precisasse ter jornada dupla de trabalho ou outro emprego para completar seu salário com o objetivo de ter mais dignidade para si e sua família?

Como seria ter um professor onde sua grande preocupação fosse desenvolver uma educação que buscasse a formação cidadã dos seus alunos e não como fazer cálculos matemáticos para superar suas despesas mensais com um salário tão precário?

Conhecendo que qualquer profissional não “cai pronto do céu”, mas tem que passar pela escola, pela formação adquirida, pela intermediação dos professores. De onde vem a tecnologia senão das diversas pesquisas feitas pelos diferentes profissionais das áreas do conhecimento que, sem pretensão nenhuma jamais seriam capacitados se não passassem pela escola?

Os grandes pensadores e teóricos da política, da economia, das questões sociais, entre outros, são frutos do sistema de ensino. Assim como o desenvolvimento social, político,

Econômico de uma nação e de uma civilização está diretamente vinculado com os investimentos dado por ela para a Educação de seu povo.

Então porque os governos insistem em pagar mal os professores?

Será que esses trabalhadores em educação são uma ameaça?

A lei que criou o piso nacional (11.738/08) adota, como índice de correção, o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Esse valor é definido nacionalmente de acordo com o número de matrículas.

Ao usar o INPC para corrigir o salário dos professores, o governo pretende desvincular a correção do crescimento do número de matrículas e da própria elevação do número de profissionais que ganharão o piso da categoria. Atualmente, o piso é de R$ 1.187,97 por mês, para 40 horas semanais, na Lei modificada.

Os professores gaúchos tem um Piso de R$ 791,08 por 40h trabalhada(R$395,54 para 20h), considerado entre os quatro piores salários do País para essa categoria que tanto representa na educação do Povo Riograndense.

Dizia uma professora já com seus 54 anos de idade, na última Assembleia em Porto Alegre: “É uma vergonha fazer greve por um salário tão miserável”.

Não é sonho, mas um dia os governantes deverão se acordar e lembrar da educação como ela merece. Afinal até o advogado Governador passou pela mãos dos professores.

Claudomir Feltes – Conselheiro do Cpers

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