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sexta-feira, 11 de março de 2011

MEIO AMBIENTE E REFORMA AGRÁRIA FOI DESTAQUE NA 34ª ROMARIA DA TERRA



Com o tema “DO CLAMOR DA TERRA A ESPERANÇA DA VIDA”, 8.500 romeiros e romeiras caminharam, rezaram, cantaram e festejaram a vida no Assentamento Roça Nova, em Candiota, na 34ª Romaria da Terra, neste dia 08 de março. Sem-terra, pequenos agricultores, mulheres, jovens, trabalhadores urbanos, índios e comunidades do Estado do Rio Grande do Sul e representante de comunidades e de outros Estados e do Uruguai responderam ao chamado da Comissão Pastoral da Terra, da CNBB Sul 3 e da Diocese de Bagé.
A temática que perpassou as atividades, falas e rezas foi com o intuito de estimular ações para preservar o meio ambiente e o cuidado com o Planeta e trazer à tona a discussão sobre o risco de aprovação das mudanças do Código Florestal, que dentre as possíveis mudanças está a redução da área de florestas.
O evento contou com a presença de oito bispos das Dioceses do RS e da Diocese de Roraima, sendo o celebrante Dom Gílio Felício, bispo de Bagé. A reflexão foi conduzida por Dom Roque Paloschi, Bispo de Roraima, onde destacou o malefício gerado pelo poder econômico, quando na busca do lucro fácil se considera dono e se apodera dos dons e bens da natureza. No momento da homilia, conclamou os romeiros e romeiras a serem responsáveis com o cuidado e zelo que demanda a Terra. Destacou, em especial, o compromisso que deve estar presente em nossa consciência ambiental para a preservação das condições favoráveis à sobrevivência e permanência de vida na Terra.
O governador Tarso Genro fez-se presente na romaria. Em sua fala, reconheceu a tradição do evento, não somente como afetivo, senão como de espaço responsável para a formação de consciências na luta em busca de direitos.
A data também se revestiu de significado especial por ser o Dia Internacional da Mulher. Houve diversos pronunciamentos direcionados a luta das mulheres, especialmente, as negras, as índias, as quilombolas, as trabalhadoras do campo e da cidade.
A Romaria da Terra deu destaque e visibilidade à Reforma Agrária, uma vez que, na região existem 56 assentamentos com 1860 famílias produzindo nas cinco cooperativas formadas que atuam na linha de produção (leite, carne, mercado, sementes). Também nos assentamentos, existem outras linhas de produção que são comercializadas através de associações e, individualmente, com outras empresas, como: mel, gado, mudas, doces, pequenos animais, ovos, artesanatos...
A alimentação fornecida aos romeiros e romeiras foi produzida nas famílias assentadas com grande diversidade e excelente qualidade. Este é o comprovante que a Reforma Agrária e a agricultura familiar camponesa é quem, verdadeiramente, coloca o alimento na mesa do povo, valoriza a biodiversidade, os recursos naturais e é modelo de desenvolvimento integral e solidário.
A próxima Romaria da Terra será sediada na diocese de Santo Ângelo que acolheu o anuncio com alegria e responsabilidade de ser a próxima guardiã da vela e da cruz, símbolos das Romarias da Terra. Assim, a 34ª Romaria da Terra foi um anúncio de fortalecimento da fé no Deus da vida e no compromisso de proteger a natureza e de democratizar o acesso à terra.

Fonte:
Terezinha Sallet Ruzzarin
Coordenadora da Comissão Pastoral da Terra – CPT/RS


POSTADO POR:ADRIANA FRIEDRICH
RÁDIO COMUNITÁRIA LIBERDADE FM
TRêS PALMEIRAS-RS

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