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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

DILMA GANHARIA MESMO SEM NORDESTE.SERRA SÓ VENCERIA COM 99% DOS VOTOS EM MINAS


José Serra perderia mesmo se tivesse entre mineiros seu desempenho em São Paulo; Dilma ganharia mesmo sem Nordeste

Nem Nordeste, nem Minas Gerais. O comportamento dos eleitores nessas duas áreas não explica, isoladamente, a vantagem da petista Dilma Rousseff sobre o tucano José Serra.

Dilma venceu por mais de 12 milhões de votos. Se houvesse empate no Nordeste, ela ainda teria 1,3 milhão de votos a mais do que Serra nas demais regiões do País.

Em Minas Gerais, o tucano perdeu por 58% a 42% - o que gerou comentários de que o ex-governador Aécio Neves não teria se empenhado o bastante para eleger o correligionário.

Qualquer que fosse o empenho de Aécio, ele teria sido insuficiente. Serra só venceria Dilma se conseguisse o impraticável índice de 99% dos votos entre os eleitores mineiros.

Em São Paulo, sua base política, Serra obteve 54% dos votos, oito pontos porcentuais a mais do que Dilma. Se repetisse esse desempenho em Minas, a virada lhe daria 1,3 milhão de votos, e tiraria o mesmo tanto da adversária. No final das contas, a petista ainda conquistaria a Presidência com 9,3 milhões de votos a mais .

A presidente eleita venceu em mais municípios do que o adversário: foram 3.878 (70%), contra 1686 (30%).

Nos municípios maiores - principal palco da batalha do segundo turno, pois foi neles que Marina Silva (PV) se saiu melhor na primeira etapa da eleição -, a performance dos dois foi mais equilibrada.

Houve 137 cidades em que o número de votos válidos superou a marca dos 100 mil. Neles, Dilma venceu em 71 (51%) e Serra em 66 (49%).

Nos municípios médios, com 50 mil a 100 mil votos válidos, o placar foi similar, em termos proporcionais: 77 a 67 para a petista (53% a 47%).

As 1.429 cidades com 10 mil a 50 mil votos válidos se dividiram da seguinte forma: 928 para Dilma e 501 para o adversário. Ou seja, 65% a 35%.

Nos micromunicípios, com menos de 10 mil votos válidos, a vantagem da candidata governista foi ainda maior: ela venceu em 2.801 cidades e perdeu em 1.052 (73% a 27%).

O desempenho de Dilma nas cidades menores não foi homogêneo em todas as regiões. Em São Paulo, por exemplo, ela perdeu em 237 das cidades com até 10 mil votos válidos e ganhou em apenas 143.

Nas cidades de pequeno porte, que costumam ter proporção maior da população vivendo em áreas rurais, a taxa de abstenção foi maior que nos grandes centros. Ou seja, a vitória da petista poderia ter sido ainda mais folgada se a ausência dos eleitores não fosse maior nas regiões em que se saiu melhor.

Redutos. O mapa do desempenho eleitoral dos dois candidatos, publicado acima, indica que Dilma teve o maior número de vitórias por larga margem - acima de 65% dos votos. São as áreas em vermelho-escuro, superiores em número às áreas em azul-escuro, onde Serra teve mais de 65% do eleitorado. Dilma teve vitórias por larga margem em praticamente todo o Nordeste, em boa parte do Norte e na parcela de Minas Gerais mais próxima da fronteira com a Bahia - área que concentra os municípios menos desenvolvidos do Estado.

Serra derrotou Dilma com mais de 65% em poucas áreas do mapa - elas se concentram em São Paulo e outros Estados do Sul e Sudeste.

O tucano teve desempenho destacado no Acre, Estado governado pelo PT desde 1999. Também venceu com larga vantagem em áreas isoladas do Centro-Oeste, como as cidades de Marcelândia e Nova Canaã do Norte, ambas em Mato Grosso.

Agência Estado


Rádio Comunitária 97.9 FM
Frederico Westphalen
www.comunitaria.com.br

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